meus passos são amargos como o gosto do cigarro. caro. avulso. 1 real. o isqueiro tá atrás da mesa, minha filha. e se por um acaso, me vissem com meu trago poderiam fazer um estrago. como minha casa ficou, em fiascos, com mais uma discussão vazia. sinto dores. domingo de páscoa. eu queria virar fumaça. mas tomo vergonha na cara e sem piedade aguento firme. continuo caminho, imaginando a minha família brigando. imagino sempre o pior, imagino porque faço parte e porque a culpa talvez pode ser minha. a falta de diálogo, de paz e delicadeza. ou a falta de compreensão, já que toda família é humana. e todo humano pulsa raiva. e quisera eu, meu Deus, não pensar nessas coisas e agir com um pouco mais de indecência e praticidade. estampar no peito a bandeira do foda-se e viver com a intensidade de um vulcão a minha vida pacata. quebrar o controle. mas atrás de mim, vem a vontade de me alinhar. então eu paro. paro, atravesso a rua. vejo crianças brincando. vejo moleques brincando de bo...
Curto e profundo....
ResponderExcluirSempre muita sensibilidade e verdade no que escreve....bjs