sexta-feira, 16 de maio de 2014

pode ser uma segunda feira, mas acredito que não seja.




quadros vazios
sem métrica, cor
quadros colados na parede
pintura brusca do tédio
do silêncio de consultório
das revistas de mala-direta
do café grudado da borda do copo
do dente amarelado, brilhante
da baba fina que passa pela garganta
chega até os seus ouvidos e te faz sentir nojo
meu bojo, meio desajustado,que me incomoda
a ponto de não querer usar mais.
volto para o quadro.
tá vazio, apesar de ter um desenho nele.
são quadrados, coloridos.
um quadro dentro do outro. o vazio dentro do nada.
um quadro feito para esperar.
os quadrados quase jogados na minha cara,

querendo  dizer que
esperar é o sacrifício dos inocentes.

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