quinta-feira, 17 de abril de 2014

toda vez que tentas esconder


aaah, a estranha mania de tentar esconder o que sente. sendo aquilo que costuma ser, no exercício diário de ser o outro, sempre. e nunca ser você.  se manter preso, mesmo sendo um ser em evolução. te entendo porque sou assim. e tudo que mostro gostar, poderia ser bem maior e diferente, caso eu não estivesse me reduzindo tanto.

faço isso para ser aceita. por você. por mim. e pelos arquétipos que perambulam por aí, me deixando sempre claro que eles - os padronizados- serão sempre privilegiados em sociedade. eles serão "ouvidos".

eu, sou tola em acreditar no heroísmo de ser eu mesma. afinal, é a coisa mais normal e justa desse mundo. a própria busca para deixar de ser normal e se tornar diferente, já me dá nos nervos. mas é o único jeito.

talvez o segredo seja não ser tão fiel aos meus gostos e ao que eu sou. brincar de ser mais do que é e sentir que gosta de outras coisas. sentir um gosto de originalidade, flexibilidade, equilíbrio.


isso se for muito necessário. porque hoje em dia ter equilíbrio já não significa muita coisa.

apenas não esconda quem você é. apenas goste de Chopin e Cher ao mesmo tempo. de chorar ao ver "Dançando no Escuro" e se rachar vendo "Chaves". De fazer papai e mamãe e depois fazer o kama sutra inteiro.


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