jogarei fora a fórmula nada secreta dos homens. a infantilidade nos assuntos mais densos, a seriedade presente na brincadeira, na jogatina, na putaria. não acho que a putaria deva ser levada a sério. não acho que a frustração deva ser levada na brincadeira. assim como eu posso dizer que, os meus achismos não podem ser respeitados. não são afirmações. são dados empíricos. uma pequena vivência, após dias tentando entender o que se passa na cabeça. tô jogando a fórmula mais simples de ter algo. o simplesmente querer. uma fuligem na cara para todo o cinismo que existe em mim. até porque, levei muito a sério isso. essa coisa de me parecer certa, de querer ter certeza. tudo é brincadeira. esse cenário vai ser desconstruído conforme o tempo passar, e o que sobrará? nem o peso, nem a leveza. nem a verdade, nem a mentira. nem a frustração, tampouco a putaria. nem a boca, nem a fala. tudo que se constrói a partir de seu complemento, será apagado de nossas memórias. até quando o próprio compartimento se dissolver. e aí então, não sobrará assunto. não sobrará vida, nem dialética, nem teoria, nem pedra. tô aguardando por isso. tô com um sorriso no rosto. tenho paciência. mas sou uma paciente em estado crítico.
pode ser uma segunda feira, mas acredito que não seja.
quadros vazios sem métrica, cor quadros colados na parede pintura brusca do tédio do silêncio de consultório das revistas de mala-direta do café grudado da borda do copo do dente amarelado, brilhante da baba fina que passa pela garganta chega até os seus ouvidos e te faz sentir nojo meu bojo, meio desajustado,que me incomoda a ponto de não querer usar mais. volto para o quadro. tá vazio, apesar de ter um desenho nele. são quadrados, coloridos. um quadro dentro do outro. o vazio dentro do nada. um quadro feito para esperar. os quadrados quase jogados na minha cara, querendo dizer que esperar é o sacrifício dos inocentes.
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