jogarei fora a fórmula nada secreta dos homens. a infantilidade nos assuntos mais densos, a seriedade presente na brincadeira, na jogatina, na putaria. não acho que a putaria deva ser levada a sério. não acho que a frustração deva ser levada na brincadeira. assim como eu posso dizer que, os meus achismos não podem ser respeitados. não são afirmações. são dados empíricos. uma pequena vivência, após dias tentando entender o que se passa na cabeça. tô jogando a fórmula mais simples de ter algo. o simplesmente querer. uma fuligem na cara para todo o cinismo que existe em mim. até porque, levei muito a sério isso. essa coisa de me parecer certa, de querer ter certeza. tudo é brincadeira. esse cenário vai ser desconstruído conforme o tempo passar, e o que sobrará? nem o peso, nem a leveza. nem a verdade, nem a mentira. nem a frustração, tampouco a putaria. nem a boca, nem a fala. tudo que se constrói a partir de seu complemento, será apagado de nossas memórias. até quando o próprio compartimento se dissolver. e aí então, não sobrará assunto. não sobrará vida, nem dialética, nem teoria, nem pedra. tô aguardando por isso. tô com um sorriso no rosto. tenho paciência. mas sou uma paciente em estado crítico.
2 e rotina.
- Sabe, eu nunca soube como imaginar o fim. Este, por exemplo, seria o fim? - Não. Você e essa mania de pontuar situações - ri - Pontuo coisa alguma! É que..a gente passa por cada coisa, consequentemente, tudo tem um significado. E isso me causa inquietações. - olha distante - talvez eu não fui eu mesma. - Talvez a única coisa que você quis..foi ser você mesma. Ei, não vai assistir a tal peça? - Estou atrasada. Me bateu certo desanimo..Me diz, isso seria o fim? - Bem..vamos dormir. Ainda somos namorados. - Mas e-- se não houver amor mais? - Haverá sono. .
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