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childish affair - uma pseudo-prosa

por que eu quis observar tanto? não estava de bom tamanho olhar descompromissada? cada detalhe, um olhar brando, distante ele me olhou, mas não estava ali eu andei atrás dele, naquela avenida uma camisa vermelha, uma calça bege uma mochila caída no ombro, barba feita. entre pessoas, verbos e ruas entramos na livraria, por coincidência . Porém, eu o perdi de vista. Belo infortúnio! Mas tudo bem; Era o óbvio ali, e minha implicância em conhecer o atraente desconhecido seria aniquilada. me sentei em um canto, e preferi ler um trecho do primeiro livro que peguei, na primeira prateleira que me deparei. Eu estava um pouco frustrada. Ficaria estagnada por uns minutos, pensando nas mil e uma possibilidades de conhecer aquele moço de verdade. Mas logo me levantei, para ir ao toillette  passos longos, fitando tudo ao meu redor e eis que encontro, ó grande poderosa coincidência, de codinome Destino! ele estava sentado, sozinho, no bar da livraria tomando coca com s...

mudança

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dizem que mudo muito mudo como a muda muda para se tornar planta mudo como muda o tempo quando um segundo anterior não é o mesmo que esse segundo; mudo quando não se deve mudar pois é proibido mudar no mesmo tempo que muda o outro e então, é preciso ser muda para não atrapalhar alheia mudança mas se todos pensam que eu mudo muito tudo muda comigo logo, eu já mudei. só faltam eles.

new order

"Direcionando quais são os caminhos, seria mais fácil fazer o certo." Mas quem se importa com o certo? ou, o todo-certo? aceito-me Eu ou aceita-me os outros? Que ordem é a certa? - De novo esse papo de "o que é certo" ?! - Desculpe... - Ei, o que esse travessão tá fazendo aí? "Faça o seu caminho Fazendo ou não o certo, E não haverá problemas!" -Esse é o certo? -Não, essa é a nova ordem..

2 e rotina.

- Sabe, eu nunca soube como imaginar o fim. Este, por exemplo, seria o fim? - Não. Você e essa mania de pontuar situações - ri - Pontuo coisa alguma! É que..a gente passa por cada coisa, consequentemente, tudo tem um significado. E isso me causa inquietações. - olha distante - talvez eu não fui eu mesma. - Talvez a única coisa que você quis..foi ser você mesma. Ei, não vai assistir a tal peça? - Estou atrasada. Me bateu certo desanimo..Me diz, isso seria o fim? - Bem..vamos dormir. Ainda somos namorados. - Mas e--  se não houver amor mais? - Haverá sono. .
Sonhadora Ei! Menina Sim você Com sua sina Que o temor do mundo não vê Seu lema? É curtir a arte, o cinema A escultura, a pintura, a leitura Sua vida é um poema Sua vida toda na moldura Porque você sabe que tudo muda E a quem precisa, presta ajuda Ei! Anjo da guarda Sim você Que não vê a vida amarga Quer o mundo nas suas mãos Quer libertar a mente E agora menina? Como se sente? Já descobriu tudo o que queria Ou quando descobriu Só soube que nada sabia? Não espere Não pare de pensar Não demore Não pare de sonhar Seu lema Sua sina Nada é problema Ei menina! Continue sonhadora E assim quem sabe a gente vence esse sistema Sistema forte Sistema errado Que causa morte E todos ficam intimidados Não perca o foco menina Não perca nada Mas se nada é tudo e tudo é nada Perca tudo menina Abandone Mas nunca pare de sonhar. Da minha querida, tão querida Julia Zocchi...

Sem título.

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Desenfreados são os obstáculos Uma janela pequena que sinaliza a saída Uma dor que fere silenciosamente Quase como um objeto transparente ; Pudera eu interromper relógios Entender os incompreendidos Outrora seria mais feliz Outrora encontraria  alguém Em um dia qualquer. Eu amaria verdadeiramente. Até no meio de toda mentira. Viveria novamente E um paraíso recriaria-se Continuamente.

eu, macabéia, um sentido prévio.

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E em meus devaneios literários, precisei destacar este trecho tão estrito de uma obra fantasticamente realista. Uma moça nada atrativa, nada exuberante em seus encantos,u ma personagem  tão paralela à minha vida, mas tão interligada, nas entrelinhas.  Eu queria mergulhar na mente da moça Macabéa. Queria sentir e estar sob a mesma pele que ela, ao menos uma vez.  Lispector narrava: "Ela nascera com maus antecedentes e agora parecia uma filha de não-sei-o-quê com ar de se desculpar por ocupar espaço. No espelho distraidamente examinou as manchas do rosto. Em Alagoas chamavam-se 'panos', diziam que vinham do fígado. Disfarçava os panos com grossa camada de pó branco e se ficava meio caiada era melhor que o pardacento. Ela toda era um pouco encardida pois raramente se lavava. De dia usava saia e blusa, de noite dormia de combinação. Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento. E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de o...