- Sabe, eu nunca soube como imaginar o fim. Este, por exemplo, seria o fim? - Não. Você e essa mania de pontuar situações - ri - Pontuo coisa alguma! É que..a gente passa por cada coisa, consequentemente, tudo tem um significado. E isso me causa inquietações. - olha distante - talvez eu não fui eu mesma. - Talvez a única coisa que você quis..foi ser você mesma. Ei, não vai assistir a tal peça? - Estou atrasada. Me bateu certo desanimo..Me diz, isso seria o fim? - Bem..vamos dormir. Ainda somos namorados. - Mas e-- se não houver amor mais? - Haverá sono. .
não dá pra dizer muita coisa, amor. um barulho entumece meu corpo, mas rapidamente amoleço, quando a boca aproxima. e no silêncio bem falado, sinto a sincronia , e no balbuciar da língua, nas risadas eu estremeço. nas mãos calejadas , no suor em gotinhas, no olhar colorido, minha moral é dilacerada. na personalidade invadida , teu corpo se dispara na malemolência de sua dureza, estou bem ali, te invado. me convide.
quadros vazios sem métrica, cor quadros colados na parede pintura brusca do tédio do silêncio de consultório das revistas de mala-direta do café grudado da borda do copo do dente amarelado, brilhante da baba fina que passa pela garganta chega até os seus ouvidos e te faz sentir nojo meu bojo, meio desajustado,que me incomoda a ponto de não querer usar mais. volto para o quadro. tá vazio, apesar de ter um desenho nele. são quadrados, coloridos. um quadro dentro do outro. o vazio dentro do nada. um quadro feito para esperar. os quadrados quase jogados na minha cara, querendo dizer que esperar é o sacrifício dos inocentes.
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